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Pablo Marçal descarta ser vice de Gusttavo Lima em 2026: “Sou cabeça de chapa”

today12 de fevereiro de 2025 117

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Em meio a especulações sobre uma possível aliança com o cantor Gusttavo Lima para as eleições presidenciais de 2026, o influenciador e empresário Pablo Marçal, filiado ao PRTB, deixou claro que não aceitaria ser vice em uma chapa conjunta. “Eu sou cabeça de chapa e estou pronto para servir o povo e mudar a realidade do Brasil”, afirmou Marçal, que corre o risco de se tornar inelegível devido a processos judiciais.

A possibilidade de uma parceria entre os dois foi levantada pelo presidente do PRTB, Leonardo Avalanche. Segundo ele, a união combinaria a popularidade do cantor sertanejo com a experiência de Marçal no empreendedorismo e na política. “Temos interesse em filiar Gusttavo Lima. Há a possibilidade de uma chapa composta por ele e Pablo Marçal, seja com Lima como presidenciável e Marçal como vice, ou vice-versa”, explicou Avalanche.

O presidente do PRTB também destacou o apelo do cantor como uma figura que transcende a polarização política. “Gusttavo Lima já declarou publicamente que está cansado dessa história de direita e esquerda, o que sugere uma abordagem mais conciliadora”, avaliou.

No entanto, fontes próximas a Marçal reforçam que ele não abriria mão de liderar uma chapa. “Seria mais fácil ele desistir da política do que aceitar ser vice de alguém”, disse uma pessoa próxima ao influenciador.

Conexão e interesses políticos
Marçal e Gusttavo Lima têm uma relação antiga, que remonta à época em que ambos viviam em Goiânia. Enquanto o cantor permanece na capital goiana, Marçal mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo em 2022, quando concorreu a uma vaga de deputado federal.

Além do PRTB, outros partidos, como União Brasil, PL, PP, PRD e Avante, demonstraram interesse em filiar Gusttavo Lima. No entanto, dirigentes dessas legendas afirmam que não podem prometer ao cantor uma candidatura presidencial, preferindo vê-lo concorrer ao Senado por Goiás. Ciro Nogueira, presidente do PP, por exemplo, considera Lima um “excelente quadro para o Senado”.

Popularidade e capital cultural
Com um cachê estimado em R$ 1 milhão por show, Gusttavo Lima construiu uma fortuna que vai além da música, incluindo contratos publicitários e empreendimentos. Assim como Marçal, o cantor adota um discurso de empresário bem-sucedido, o que ressoa entre seus fãs. Nas redes sociais, muitos defendem que, por sua condição financeira estável, Lima seria um candidato mais honesto, já que “não precisaria roubar”.

Para o historiador Gustavo Alonso, a aproximação de cantores sertanejos com a política, especialmente com a direita, reflete uma estratégia de “capital cultural”. “Os sertanejos dominam o capital econômico na música brasileira, mas ainda são vistos com desdém por setores da inteligência nacional, que os consideram uma ‘arte menor’”, analisa. Alonso critica a falta de diálogo da esquerda com esse público, citando como exemplo a ausência da ministra da Cultura, Margareth Menezes, em eventos como a Festa de Barretos, um dos maiores festivais culturais do país.

O papel das redes sociais
Juliana Mastrascusa, estrategista de comunicação política, aponta que o poder das redes sociais tem sido um fator decisivo para atrair figuras públicas para a política. “Há uma tendência de a quantidade de likes influenciar nessa disputa”, afirma. No entanto, ela ressalta que, apesar do impacto das redes no debate público, o Brasil ainda registra poucos casos de influenciadores ou artistas eleitos para cargos de grande relevância.

Enquanto isso, a polarização política e a busca por novas lideranças continuam a moldar o cenário eleitoral, com nomes como Gusttavo Lima e Pablo Marçal ganhando espaço nas especulações para 2026. Resta saber se a popularidade de ambos será suficiente para conquistar votos além das redes sociais.

Escrito por Rádio Terra

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