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Governo avalia crédito subsidiado para fertilizantes no Plano Safra

today8 de abril de 2026 27

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Medida pode ser adotada caso custos do insumo disparem com cenário internacional e afetem produtores rurais

O Governo Federal do Brasil estuda incluir uma linha de crédito subsidiado para fertilizantes no Plano Safra 2026/2027. A proposta está em análise e pode ser implementada caso o cenário internacional pressione ainda mais os custos no campo.

A ideia é criar um mecanismo semelhante ao já adotado recentemente em setores como combustíveis e aviação, com subsídios e financiamento facilitado para reduzir o impacto dos preços ao produtor rural.

Modelo segue ações já adotadas

A avaliação da equipe econômica considera repetir estratégias utilizadas em resposta à crise internacional, especialmente diante dos reflexos da Guerra no Oriente Médio nos preços globais.

Entre as medidas já aplicadas, o governo zerou tributos como PIS/Cofins sobre o querosene de aviação e abriu linhas de crédito para empresas afetadas, com apoio de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Além disso, a Medida Provisória 1345/2026 liberou até R$ 15 bilhões em crédito para setores impactados pela instabilidade internacional, dentro do Plano Brasil Soberano.

Fertilizantes entram no radar

No agronegócio, os fertilizantes passam a ser prioridade dentro do planejamento do próximo Plano Safra. Técnicos avaliam a criação de uma linha emergencial para facilitar a compra do insumo, caso os preços subam de forma significativa.

Apesar disso, o entendimento atual é de que não há necessidade imediata de intervenção, já que muitos produtores já adquiriram os insumos para o plantio dos próximos meses.

Dependência externa preocupa

O debate também inclui medidas estruturais para reduzir a dependência externa. Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que torna o setor vulnerável a crises internacionais.

Diante disso, o governo discute incentivar a produção nacional por meio de crédito mais barato e políticas industriais, com possível atuação do BNDES para financiar novos projetos.

A estratégia busca reduzir impactos futuros e garantir maior estabilidade no abastecimento e nos preços para o agronegócio.

Fonte: CNN Brasil

Escrito por Rádio Terra

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