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Após nova crise na Nascer Cidadão, Prefeitura de Goiânia reforça necessidade de mudar gestão das maternidades

today22 de agosto de 2025 48

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A suspensão dos atendimentos na Maternidade Nascer Cidadão, registrada na noite desta quinta-feira (21/8), reacendeu a crise na rede municipal de saúde e aumentou a pressão pela troca de gestão nas maternidades de Goiânia.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que enviou uma equipe para acompanhar a situação no local e reorganizar os fluxos de atendimento. De acordo com a pasta, continuam em funcionamento os serviços de urgência e emergência, consultas ambulatoriais e o acompanhamento de pacientes internados. Já as gestantes sem quadro emergencial estão sendo encaminhadas para outras unidades, como a Maternidade Dona Íris, o Hospital das Clínicas e o Hospital Estadual da Mulher.

Segundo a SMS, a nova paralisação confirma a necessidade de encerrar o contrato com a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), atual responsável pela unidade, e adotar um novo modelo de gestão. A Prefeitura já anunciou que no dia 29 de agosto três organizações sociais (OSs) assumirão a administração das maternidades de forma emergencial.

📌 Cobrança do Cremego
A decisão da Fundação de interromper os atendimentos levou o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) a cobrar providências imediatas da Prefeitura. Em ofício, o órgão afirmou que também acionará o Ministério Público Estadual e outras autoridades competentes.

O presidente do Cremego, Rafael Martinez, explicou que a direção técnica da maternidade não encontrou condições seguras para manter os atendimentos. A ausência de anestesiologistas, segundo ele, inviabilizou partos e cirurgias de urgência.

📌 Resposta da Fundahc
A Fundahc rebateu a posição da Prefeitura e classificou a suspensão como pontual, afirmando que os serviços devem ser retomados ainda nesta sexta-feira (22). A entidade ressaltou que as discussões sobre dívidas da SMS com a fundação não foram respondidas pelo Executivo, o que compromete as condições de trabalho e gera insegurança entre os profissionais de saúde.

“Ainda não existe um plano claro para o novo modelo de gestão, e a falta de repasses financeiros atrapalha a manutenção de serviços essenciais”, destacou a instituição.

📌 Crise em série
A situação da Nascer Cidadão é mais um episódio da crise nas maternidades públicas de Goiânia. Em julho, o Hospital Célia Câmara também precisou suspender partos e cesáreas pela falta de anestesiologistas. A sequência de problemas reforça a necessidade de uma solução rápida para garantir estabilidade no atendimento às gestantes da capital.

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Escrito por Rádio Terra

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