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Comércio goiano prevê queda de até 15% após tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

today11 de julho de 2025 13

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O comércio exterior de Goiás pode sofrer uma retração de até 15% após a entrada em vigor de um novo pacote tarifário anunciado pelos Estados Unidos. A informação foi divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), que demonstrou preocupação com os impactos das novas alíquotas impostas ao Brasil. A cobertura completa foi publicada pelo portal Mais Goiás.

A partir de 1º de agosto de 2025, os produtos brasileiros passarão a ser taxados com tarifas de até 50% para entrar no mercado norte-americano. A medida amplia a lista de restrições comerciais, que desde março já inclui alíquotas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio.

De acordo com a Fieg, setores estratégicos da economia goiana como agroindústria, mineração e autopeças devem ser diretamente atingidos. A entidade estima uma redução na competitividade dos produtos goianos e uma queda significativa nas exportações para os Estados Unidos.

Em nota, a Federação lembrou que os EUA são o maior investidor estrangeiro no Brasil, com um volume de US$ 156 bilhões em estoque de capital, e ocupam a segunda posição entre os principais parceiros comerciais do país, com US$ 78 bilhões em transações no ano de 2024. Ainda segundo a Fieg, o país norte-americano mantém um superávit de US$ 7 bilhões nas relações comerciais com o Brasil.

A Fieg defendeu uma resposta articulada entre o governo federal, estados e setor produtivo para enfrentar os efeitos das novas tarifas. Entre as sugestões estão:

  • Ampliação das exportações para novos mercados internacionais;

  • Medidas compensatórias às empresas afetadas;

  • Estreitamento do diálogo técnico com os Estados Unidos.

“A Fieg continuará acompanhando o tema e contribuindo tecnicamente com os entes públicos e privados na busca por soluções que minimizem os efeitos das novas tarifas sobre a indústria goiana. Reafirmamos a importância do diálogo e da cooperação internacional como pilares para o equilíbrio das relações comerciais e para a preservação da atividade produtiva e dos empregos no Brasil”, finaliza a nota da entidade.

📌 Com informações do portal Mais Goiás.

Escrito por Rádio Terra

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