Notícias

Tarifaço dos EUA: arroz, mel e etanol brasileiros terão sobretaxa de 12,5%

today24 de julho de 2026 1

Fundo
share close

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre parte dos produtos brasileiros.

A medida foi anunciada após a conclusão da investigação conduzida com base na chamada Seção 301. O procedimento analisou políticas relacionadas ao trabalho forçado no Brasil.

Entre os produtos do agronegócio afetados estão o arroz, o mel e o etanol. Com a nova sobretaxa, esses itens podem alcançar uma alíquota total de até 37,5%, aumentando o impacto sobre os exportadores brasileiros.

Produtos do agronegócio ficam fora da lista de taxação

Apesar da nova medida, alguns dos principais produtos da pauta de exportação do agronegócio brasileiro foram preservados.

A lista de exceções inclui a carne bovina, os artefatos de couro, produtos destinados à nutrição animal e o suco de laranja.

O café solúvel também foi confirmado como isento. A decisão encerra uma incerteza que preocupava o setor, que aguardava uma definição sobre a inclusão do produto na medida.

Desmatamento é citado como suposta vantagem competitiva

Na véspera do anúncio, Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos, citou o desmatamento no Brasil como uma suposta vantagem competitiva para o desenvolvimento econômico do país.

A declaração ocorreu durante um discurso dirigido a senadores americanos. O argumento também aparece na investigação que serviu de base para a aplicação das tarifas.

A afirmação provocou reação do governo brasileiro.

Em entrevista à CNN Agro, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que o Brasil não recebeu documentos técnicos que apresentassem as bases das alegações feitas pelos Estados Unidos.

“Nós não recebemos nenhum documento técnico com as bases que justificam essas afirmações”, declarou o ministro.

Segundo Capobianco, sem documentos técnicos e dados concretos, não seria possível analisar adequadamente as alegações nem apresentar uma resposta fundamentada.

O ministro também contestou a afirmação de que o desmatamento favoreceria a atividade econômica brasileira em prejuízo da economia americana.

De acordo com Capobianco, o Brasil apresentou documentos técnicos com evidências comprovadas e auditadas para demonstrar uma realidade diferente da apresentada pelos representantes americanos.

Para o ministro, o episódio indica que a medida não estaria baseada exclusivamente em dados concretos sobre a realidade econômica e ambiental brasileira.

Fonte: CNN Brasil

Foto: Gerada por IA.

Escrito por Rádio Terra

Rate it

Comentários da publicação (0)

Deixe uma resposta

O seu email não vai ser publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *